Livro: Garota interrompida
Autor: Susanna Kaysen
Editora: Única
Páginas: 189
Nota: 
          


Sei exatamente como é querer morrer, como dói sorrir, como você tenta se encaixar e não consegue. Como você se fere por fora tentando matar o que tem dentro.
O que você faria de sua vida fosse interrompida?
Garota, interrompida nos fala detalhadamente como é passar por isso. A autora escreve neste livro sua própria experiencia, suas frustrações e seu estado de sanidade mental abalado. A escrita é envolvente e a história se alterna entre seus devaneios ou tentativas suicidas e seus momentos lúcidos (que são muitos, por incrível que pareça). Susana é diagnosticada com 'personalidade limítrofe', crises depressivas, tentativas de suicídio, comportamento promíscuo, e acredite ou não é de longe a mais sã das jovens internadas no hospital psiquiátrico McLean onde é obrigada a conviver com pessoas que tem problemas e distúrbios de personalidade muito mais graves que os seus, alguns possivelmente sem regresso a realidade. Enfim Susanna é uma adolescente totalmente fora do padrão - se é que existe um certo padrão - ainda sim uma garota muito inteligente e sensível, daquelas que ao invés de estudar para o teste de inglês prefere escrever ou até mesmo em uma crise de loucura como em um trabalho de História Americana que ela não queria fazer se perguntou até concluir: Porque não me matar? assim não precisaria fazer o trabalho. Ela prefere trabalhar do que ir a faculdade. Todo adolescente as vezes tem crises como essa mais ela aprofundou muito mais e tudo o que fazia havia crises, havia dúvidas e havia panico. Mas algo a difere: ela tem a estranha mania de cortar os pulsos, mais sempre com muita cautela para que nada seja notado ou perderia a graça. Coisas como esse mal hábito acabam fazendo com que seja internada no McLean. Internação, aliás, voluntária, mas aceita muito mais por medo que por vontade. Alias nem ela mesmo aceitava essa loucura, não entendia e muito menos compreendia.
Por dois anos Susana teve que se adaptar consigo mesmo, procurar se entender e principalmente entender sua loucura que não é um fator externo. E sim um pedido de ajuda, um sussurro e um grito que não se pode dar sozinho e aquele primeiro passo que ninguém pode dar por você. Aprendeu de um jeito nada fácil uma novo maneira de interpretar o mundo, um profundo contato consigo mesma, enxergou suas limitações e as aceitou-as. Em seu processo de busca quase exaustivo, teve a oportunidade de fugir em um Mustang vermelho para a Inglaterra mais não pensou nem mesmo na possibilidade de aceitar, pois o Hospital se tornou um refúgio além de uma prisão, mais a fazia se isolar do mundo, das loucuras que aprontava neste mundo, porém das cobranças também que haviam enlouquecido ela.

O livro todo é baseado em sua internação no McLean por dois anos, contendo também as fichas de Susana, seu diagnostico e suas dosagens de remédio. Relata sobre eletrochoques, da solitária, das toalhas geladas. Mas não deixa de falar dos “bons” momentos, em que se divertiam e riam de sua própria loucura.

A diagramação deste livro é Show, as folhas amarelinhas e um tanto grossas são fantásticas. Adoro livros assim, e eu realmente indico para todos lerem, iriam se emocionar e se assustar algumas vezes porque há algumas partes sim que você se vê na personagem e começa a se perguntar "Será que eu sou louca?" mais passa, rs. Só não dei a nota máxima, pois algumas vezes me perdi no livro e na leitura mais é o estilo de escrita. E ao passar das páginas me acostumei. Bom é isso, tenham uma boa leitura.


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